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Como a Ola Sports quer ser a “Globosat dos canais esportivos” e competir com CazéTV e GE TV

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Como a Ola Sports quer ser a “Globosat dos canais esportivos” e competir com CazéTV e GE TV

Após comprar a NWB, dona dos Desimpedidos, Camisa 21 e Acelerados, a Ola Sports vai transmitir a Copa do Mundo através da N Sports, acirrando a briga pela audiência online

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“A gente enxerga o grupo com diferentes possibilidades de narrativas e formas de contar histórias”, diz André Barros

A N Sports, do grupo Ola Sports, anunciou parceria com o SBT para exibir a Copa do Mundo de 2026, dividindo a transmissão dos 32 jogos, inclusive todos da Seleção.

A Ola Sports, que tem Antonio Tabet como sócio, investe em um ecossistema de canais esportivos digitais para atingir diferentes públicos, desde humorísticos até tradicionais.

Recentemente adquiriu a NWB (Desimpedidos, Camisa 21, Acelerados), ampliando seu alcance no YouTube e fortalecendo sua presença digital, embora ainda atrás da CazeTV.

Pesquisa indica crescimento do consumo de esportes nas redes sociais, especialmente entre jovens. A empresa busca engajamento e conversão da audiência para marcas, investindo em novos eventos, parcerias (como com NBB e COB), e não descarta atrair investidores.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em meio às mudanças na forma como os brasileiros consomem conteúdo esportivo, a N Sports anunciou nesta sexta-feira, 31 de outubro, um “reforço de peso” para sua grade de programação — uma parceria com o SBT para a aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo da FIFA de 2026.

O acordo, cujos termos financeiros não foram divulgados, prevê a exibição conjunta de 32 jogos da competição, incluindo todas as partidas da Seleção Brasileira, com ambas as emissoras compartilhando a mesma equipe de transmissão.

A aquisição dos direitos do maior evento esportivo do mundo em audiência ocorre em um momento em que a controladora da N Sports, a Ola Sports, busca se consolidar no competitivo mercado de canais esportivos do país e acirrar a briga pela audiência online com CazéTV e GE TV.

A holding, que tem Antonio Tabet — conhecido pelo Porta dos Fundos — como sócio, aposta no modelo de ecossistema de canais para se diferenciar, investindo em aquisições de canais e eventos esportivos para se tornar um dos principais hubs digitais de conteúdo esportivo do Brasil.

“A gente enxerga o grupo com diferentes possibilidades de narrativas e formas de contar histórias, atingindo públicos diversos”, diz André Barros, co-CEO da N Sports e NWB e sócio da Ola Sports, ao NeoFeed. “Nosso grupo se enxerga como a Globosat dos canais esportivos.”

Fique Por Dentro

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grupo Ola Sports, anunciou parceria com o SBT

ellipse Como a Ola Sports quer ser a "Globosat dos canais esportivos" e competir com CazéTV e GE TVAposta em canais com diferentes estilos e linguagens para ampliar alcance

ellipse Como a Ola Sports quer ser a "Globosat dos canais esportivos" e competir com CazéTV e GE TVPortfólio nichado é usado para engajar e gerar valor a patrocinadores

ellipse Como a Ola Sports quer ser a "Globosat dos canais esportivos" e competir com CazéTV e GE TVFirmou acordos com NBB, COB e já cogita atrair novos investidores

A proposta da Ola Sports é ser uma distribuidora de conteúdo, com canais que adotam diferentes linguagens e estilos. O objetivo é alcançar desde o público que prefere uma abordagem humorística até os que valorizam programas mais tradicionais, com debates e análises.

Com esse propósito, a Ola Sports fechou, no início do mês, um acordo com o Grupo SBF para adquirir a NWB, que reúne canais consolidados como o Desimpedidos, voltado ao público jovem; o Camisa 21, focado em análises de futebol; e o Acelerados, de automobilismo, que conta com a participação do ex-piloto de Fórmula 1 Rubens Barrichello.

“Com a N Sports, que também possui um canal de TV por assinatura, e outros canais como o Central do Basquete, passamos a ter um inventário de mídia e uma rede de distribuição muito relevante”, afirma Barros, criador e fundador do Desimpedidos, além de cofundador e CEO da NWB por oito anos, antes da venda para a SBF. “A força do grupo está na junção desses diferentes públicos.”

Somente com o Desimpedidos, a Ola Sports deu um salto em audiência no YouTube — o canal tem 10 milhões de inscritos. A NWB trouxe mais 2 milhões com o Acelerados, somando-se aos 630 mil inscritos do canal da N Sports na plataforma da Alphabet.

Ainda distante da CazéTV — canal da LiveMode com 22,9 milhões de inscritos e que tem Casimiro Miguel como sócio minoritário —, a Ola Sports fortalece sua presença na disputa pela audiência online, que segue em crescimento e atrai até nomes da mídia tradicional, como a Globo, que lançou a GE TV.

Uma pesquisa da MindMiners, realizada no ano passado, revelou que, embora a televisão ainda seja o meio mais utilizado para acompanhar conteúdo esportivo, as redes sociais vêm ganhando espaço.

Com 67% dos entrevistados afirmando consumir conteúdo esportivo, 65% apontaram a TV como meio favorito (em pergunta de múltipla escolha), seguida pelas redes sociais (48%), com os mais jovens liderando o consumo digital.

Entre a Geração Z — nascidos entre aproximadamente 1997 e 2010 —, 56% consomem mais conteúdo esportivo via redes sociais, enquanto 54% ainda preferem a TV aberta.

Mais do que ampliar a audiência, Barros afirma que o foco da Ola Sports é ativar o público. Ele acredita que um portfólio de canais nichados aumenta o engajamento, abrindo caminho para converter audiência em valor para as marcas patrocinadoras e gerar mais faturamento para a empresa, cujo valor não foi revelado.

Com uma grade diversificada, a Ola Sports pretende continuar investindo em eventos esportivos, visando sublicenciar conteúdos para seus canais, reforçando o modelo de transversalidade da plataforma.

Além da Copa do Mundo, a N Sports fechou parceria com a Liga Nacional de Basquete (NBB) para transmitir os jogos da temporada 2025/2026. Também firmou acordo com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) para cogestão do Time Brasil TV, canal da organização no YouTube.

Para manter o “poder de fogo”, a empresa não descarta atrair novos investidores, além de parcerias como a firmada com o SBT. No acordo para a Copa do Mundo, a operação será em modelo simulcast, com as emissoras compartilhando a mesma equipe de transmissão.

A empresa já possui parceria semelhante com a Globo para a exibição da Copa do Brasil de futebol feminino. “Parcerias nos ajudam a desenvolver e ampliar nossa grade, além de aumentar o engajamento com a audiência”, afirmou Barros.

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Ango Silva, nascido no brasil em 1978, é um jornalista com uma carreira consolidada, marcada pela profundidade na cobertura de temas políticos e econômicos. Sua trajetória profissional teve início em 1999 na Rádio JB FM, onde atuou até 2010. Ao longo de sua carreira, Ango Silva destacou-se como correspondente internacional, cobrindo eventos de grande relevância,Sua dedicação e excelência foram reconhecidas com o Prêmio Maboque de Jornalismo, concedido duas vezes, e uma menção honrosa no Prêmio Kianda, na categoria de jornalismo econômico. Com uma formação que inclui um curso intensivo de jornalismo na Solidarity School of the Union of German Journalists em Berlim (1994), um estágio profissional na Deutch Welle em Colônia (1990) e cursos de técnicas jornalísticas com o BBC Training Center em Londres,

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