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Empréstimo bilionário e a urgência no caixa: Um grupo de cinco bancos fechou uma proposta para emprestar R$ 12 bilhões aos Correios.

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Empréstimo bilionário e a urgência no caixa: Um grupo de cinco bancos fechou uma proposta para emprestar R$ 12 bilhões aos Correios.

A estatal ainda aguarda o envio da documentação, que pode acontecer até o término desta sexta-feira, 12. A proposta ainda será analisada pelo Tesouro Nacional, que precisará ser avalista da operação. Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander devem participar do negócio.

image-5 Empréstimo bilionário e a urgência no caixa: Um grupo de cinco bancos fechou uma proposta para emprestar R$ 12 bilhões aos Correios.
Rombo bilionário dos correios

A gente costuma pensar nos Correios como aquele lugar “do envio e da entrega”. Simples assim.
Só que, por trás do balcão, existe uma empresa enorme.
Com caminhões, agências, funcionários, contratos, tecnologia e contas para pagar todo mês.
E quando o caixa aperta, o efeito não fica só no papel.
Ele pode aparecer no atraso de pagamentos, na dificuldade de manter serviços e até na ansiedade de quem trabalha lá.

Um grupo de cinco bancos fechou uma proposta para emprestar R$ 12 bilhões aos Correios. A estatal ainda aguarda o envio da documentação, que pode acontecer até o término desta sexta-feira, 12. A proposta ainda será analisada pelo Tesouro Nacional, que precisará ser avalista da operação. Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander devem participar do negócio. CNN Brasil+1


O que está acontecendo, em português bem claro

Os Correios estão buscando um empréstimo grande para reforçar o caixa.
A proposta que circulou com mais força agora envolve R$ 12 bilhões e cinco bancos. CNN Brasil+1

Mas tem um detalhe que muda tudo.
Esse dinheiro só tende a sair se o Tesouro Nacional aceitar dar a garantia da operação.
É como se o Tesouro entrasse como “fiador”. CNN Brasil+1

Na prática, é assim:

  • Os bancos emprestam para os Correios.
  • Os Correios prometem pagar ao longo do tempo.
  • Se os Correios não pagarem, o Tesouro pode ser chamado para cobrir, porque ele virou o avalista. Agência Brasil+1
image-6 Empréstimo bilionário e a urgência no caixa: Um grupo de cinco bancos fechou uma proposta para emprestar R$ 12 bilhões aos Correios.
Tesouro Nacional aceitar dar a garantia da operação

Por que os Correios estão pedindo dinheiro agora

Quando a gente aperta o orçamento em casa, normalmente é por causa de um conjunto de coisas.
Conta acumulada.
Renda menor.
Gastos fixos que não diminuem na mesma velocidade.

Com uma empresa grande, é parecido.
E, segundo reportagens, os Correios vêm acumulando resultados negativos fortes, com prejuízo de cerca de R$ 6 bilhões de janeiro a setembro de 2025. CNN Brasil+2Agência Brasil+2

Pensa assim:
Se entra menos dinheiro do que sai, uma hora o caixa reclama.
Aí a empresa precisa de alguma combinação de:

  • cortar despesas,
  • aumentar receita,
  • vender ativos,
  • ou pegar dinheiro emprestado.

Prejuízo bilionário até setembro

Como noticiado pelo Metrópolesos Correios reportaram um prejuízo acumulado de R$ 6,1 bilhões no período entre janeiro e setembro deste ano. Os dados foram divulgados pela estatal na noite dessa sexta-feira (28/11), após o fechamento do mercado.

Os números apresentados no balanço financeiro da companhia indicam que o rombo aumentou de forma expressiva em 2025, deteriorando ainda mais a situação das contas da empresa – que já vem acumulando perdas pelo menos desde 2023.

prejuízo bilionário dos nove primeiros meses de 2025 é quase três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Somente no terceiro trimestre deste ano, o prejuízo dos Correios foi de R$ 1,7 bilhão. A receita total da estatal recuou para R$ 12,35 bilhões, com baixa de 12,7% em relação ao mesmo período de 2024.

Ainda de acordo com o balanço dos Correios, as despesas gerais e administrativas saltaram 53,5%, de R$ 3,14 bilhões para R$ 4,82 bilhões até setembro.

Os custos operacionais também caíram, mas de forma mais leve, de R$ 11,85 bilhões para R$ 11,69 bilhões entre os nove primeiros meses de 2024 e igual período de 2025.


O que significa “o Tesouro ser avalista”

Eu vou usar um exemplo simples.
Imagine que alguém da família precisa de um empréstimo no banco.
Mas o banco não confia totalmente na capacidade de pagamento.
Então exige um fiador.

O fiador é a pessoa que, se der errado, pode ser cobrada.
E é por isso que ser fiador dá medo.
Você assina e, sem perceber, vira parte do risco.

Quando o Tesouro entra como avalista, ele faz esse papel.
E como o Tesouro representa o governo, isso vira um assunto público. Agência Brasil+1

Por isso, o Tesouro também costuma impor condições, como:

  • limite para juros,
  • regras para prazos,
  • exigência de plano de recuperação,
  • e mais transparência do que vai ser feito.

O detalhe do “juros” que travou a primeira tentativa

Antes dessa proposta de R$ 12 bilhões ganhar força, existia uma tentativa maior.
Falou-se em empréstimo de R$ 20 bilhões. Agência Brasil+2CNN Brasil+2

Só que o Tesouro rejeitou a operação por considerar os juros altos demais.
A discussão girou em torno de um teto que o Tesouro aceita para dar garantia: até 120% do CDI. Agência Brasil+2CNN Brasil+2

A proposta anterior teria chegado a 136% do CDI, acima do limite. Agência Brasil+2CNN Brasil+2

Se você nunca ouviu falar em CDI, calma.

CDI, Selic e a vida real (sem enrolação)

O CDI é uma taxa que aparece muito no mundo dos bancos.
Ele costuma ficar bem perto da Selic, que é a taxa básica de juros no Brasil. Agência Brasil

Quando a Selic está alta, o CDI também costuma estar alto.
E aí qualquer empréstimo fica pesado.

A Agência Brasil explicou isso com números aproximados: com Selic em 15% ao ano, um CDI de 136% daria algo perto de 20% ao ano, e 120% do CDI algo perto de 18% ao ano (valores aproximados). Agência Brasil

Em empresa grande, 2 pontos percentuais parecem pouca coisa.
Mas em bilhões de reais e muitos anos, vira uma diferença enorme.
É como trocar um financiamento de casa com juros mais altos por outro mais baixo: o total pago lá na frente muda muito.

Link interno sugerido: O que é CDI e como afeta suas finanças? – panorama.inco.vc

Saiba o que é CDI, como ele funciona e de que forma impacta seus investimentos e decisões financeiras no dia a dia.


Por que os bancos topam emprestar, se a situação é delicada

Essa pergunta é boa.
E a resposta costuma ser bem direta: risco e retorno.

Se uma empresa está com dificuldades, o banco pensa:
“Eu só empresto se o risco estiver bem coberto.”

Aí entra a garantia da União.
Com o Tesouro como avalista, o risco de calote fica menor para o banco, porque existe um “plano B” para receber. Agência Brasil+1

E é aí que o governo precisa ter cuidado.
Porque quando o risco sai do banco e vai para o avalista, alguém está carregando essa mochila.


Quem são os cinco bancos citados e por que isso chama atenção

image-8 Empréstimo bilionário e a urgência no caixa: Um grupo de cinco bancos fechou uma proposta para emprestar R$ 12 bilhões aos Correios.
Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander.

Nas reportagens sobre essa proposta, aparecem Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander. CNN Brasil+2Terra+2

Esse “time” chama atenção por dois motivos:

  1. Mistura bancos públicos e privados.
  2. Mostra que o assunto é grande o suficiente para exigir um grupo, não um banco só.

Também foi noticiado que a entrada da Caixa ajudou a destravar a negociação e aproximar a taxa do limite aceito para garantia. InfoMoney


O que os Correios ganham com esse dinheiro

Em momentos assim, o principal ganho é tempo.
Tempo para respirar.
Tempo para colocar um plano em prática.
Tempo para pagar o que está atrasado e evitar que a crise vire uma bola de neve.

Pelo que foi reportado, o caixa precisa de reforço para manter a operação, honrar compromissos e viabilizar reestruturação. CNN Brasil+1

E aqui entra um ponto humano.
Porque, por trás de uma “estatal”, existem pessoas.

  • gente que depende do salário,
  • gente que trabalha na entrega na chuva e no sol,
  • pequenos negócios que enviam mercadoria,
  • famílias que esperam remédio, documento, encomenda.

Quando o dinheiro some, a insegurança aparece.
E ninguém gosta de viver com o coração acelerado por causa de conta.


E o que o Tesouro (e a sociedade) precisam observar

Se o Tesouro entra como avalista, ele precisa olhar algumas coisas com atenção:

1) O tamanho do risco

Garantia pública não é “de graça”.
Ela existe porque o governo está dizendo: “Se der ruim, eu estou aqui.” Agência Brasil+1

2) A taxa de juros e as condições

O próprio Tesouro já sinalizou limite de 120% do CDI para esse tipo de operação com aval. Agência Brasil+2CNN Brasil+2

3) O plano de reestruturação

Não basta colocar dinheiro e esperar um milagre.
Se a empresa não mudar o que precisa ser mudado, o empréstimo vira só um “adiamento do problema”.

A CNN Brasil citou medidas como plano de demissão voluntária, possível fechamento de agências e venda de imóveis como parte de uma reestruturação, com metas de reduzir custos e levantar recursos. CNN Brasil

Isso é delicado.
Porque mexe com vidas.
E exige cuidado, transparência e comunicação honesta.


A linha do tempo, para você não se perder

Vou colocar aqui de um jeito bem simples:

  • Início de dezembro de 2025: debate sobre um empréstimo maior (citado como R$ 20 bilhões) com juros acima do teto aceito para garantia. CNN Brasil+1
  • 02/12/2025: o Tesouro comunica reprovação do formato anterior e reforça a referência de teto em 120% do CDI para aval. Agência Brasil+1
  • 12/12/2025 (sexta-feira): surge a notícia de que cinco bancos fecharam uma proposta menor, de R$ 12 bilhões, ainda dependente do aval do Tesouro e do envio formal da documentação. CNN Brasil+2Terra+2

Quando você enxerga assim, fica mais fácil entender por que o assunto “anda e trava”.
Porque não é só vontade.
É regra, risco e negociação.


“Mas por que não faz um aporte direto e pronto?”

Muita gente pensa isso.
E, de verdade, a dúvida é legítima.

A Agência Brasil mencionou que existe também a alternativa de um aporte direto do Tesouro para cobrir parte do prejuízo. Agência Brasil

Só que aporte direto costuma ter custo político e fiscal.
E precisa caber nas regras do governo.
Além disso, quando o dinheiro entra direto, a pressão por mudanças pode ficar menor, se não houver contrapartidas claras.

Já o empréstimo, mesmo com aval, cria uma obrigação de pagar.
E isso empurra a empresa a buscar eficiência.

No mundo perfeito, o melhor cenário mistura duas coisas:

  • dinheiro para estabilizar o presente,
  • e reformas reais para proteger o futuro.

Onde entra a sua vida, mesmo que você não use Correios todo dia

Talvez você mande poucas cartas.
Hoje muita coisa é digital.
Mas os Correios ainda pesam em várias rotinas.

Pequenos negócios e lojas online

Muita gente vende pelo celular.
Ou em marketplaces.
E usa os Correios para entregar.

Quando há instabilidade, o medo aparece:
“Será que vai atrasar?”
“Será que o serviço vai piorar?”
“Será que vai ficar mais caro?”

Cidades menores

Em vários lugares, os Correios têm um papel forte.
Às vezes, são uma das poucas opções de logística e serviço postal.

Serviços públicos e documentos

Entrega de documentos, comunicados, processos.
Tudo isso pode depender da estrutura.

Por isso, essa conversa sobre empréstimo não é só “política” ou “economia”.
Ela encosta no cotidiano.


Um jeito simples de entender o tamanho do número: R$ 12 bilhões

R$ 12 bilhões é um número tão grande que o cérebro dá uma desligada.
Então vamos simplificar.

Pensa em R$ 12 bilhões como “um caminhão de dinheiro para cobrir um buraco e reorganizar a casa”.

Não é dinheiro para “ganhar do nada”.
É dinheiro que, em tese, tem que voltar.
Com juros.

Ou seja: ele resolve o curto prazo, mas cobra responsabilidade no longo prazo.


Um “gráfico” bem simples para visualizar a situação

A ideia aqui é só te ajudar a sentir o tamanho do desafio, sem complicar:

Prejuízo acumulado (jan–set/2025): ~R$ 6 bi Agência Brasil+1
Empréstimo em negociação: R$ 12 bi CNN Brasil+1

Representação visual (aproximada):

  • Prejuízo: ██████
  • Empréstimo: ████████████

Isso não significa que “o empréstimo é o dobro do prejuízo e pronto”.
Porque também existe dívida, investimentos necessários, custos operacionais e o efeito da reestruturação.

Mas ajuda a ter uma noção.


O que pode acontecer daqui para frente (sem adivinhação)

Pelo que foi noticiado, alguns passos são esperados:

  1. Envio formal da documentação pelos bancos e/ou pelos Correios. CNN Brasil+2Terra+2
  2. Análise do Tesouro Nacional sobre risco, taxa, garantias e condições. Agência Brasil+1
  3. Se aprovado, a operação caminha para assinatura e liberação conforme regras do contrato.

E aqui vai um ponto importante:
nem toda negociação “fechada entre bancos” vira contrato.
Porque a garantia do Tesouro é uma chave.
Sem ela, a porta pode nem abrir.



Conclusão

Quando a notícia fala em “bancos, bilhões e Tesouro”, parece distante.
Mas no fundo é uma história bem humana.
É sobre uma empresa grande tentando não deixar o caixa secar.
É sobre funcionários querendo segurança.
É sobre um serviço que chega na casa das pessoas.
E é sobre o cuidado que o governo precisa ter quando entra como avalista.

A proposta de R$ 12 bilhões com cinco bancos mostra que houve movimento para ajustar o que o Tesouro considera aceitável, especialmente depois da rejeição de condições anteriores por causa dos juros. InfoMoney+3Agência Brasil+3CNN Brasil+3

Daqui para frente, o que vale acompanhar é:

  • se a documentação chega e é formalizada,
  • quais serão as condições finais,
  • e quais mudanças reais os Correios vão conseguir colocar em prática para não depender de “resgate” sempre que o caixa apertar.

Porque, no fim, empréstimo é como um fôlego.
Ele ajuda a levantar.
Mas andar sozinho depois é que salva de verdade.



Links externos (fontes e leitura complementar)

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/bancos-fecham-proposta-de-emprestimo-de-r-12-bi-aos-correios/
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-12/tesouro-reprova-emprestimo-de-r-20-bilhoes-aos-correios
https://www.infomoney.com.br/economia/correios-avaliam-nova-proposta-de-emprestimo-que-chega-a-r-12-bilhoes/
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/tesouro-exige-juro-menor-para-dar-aval-a-emprestimo-bilionario-dos-correios/
https://www.terra.com.br/economia/bancos-fecham-proposta-para-emprestar-r-12-bilhoes-aos-correios-que-aguardam-aval-do-tesouro,a2ea5b6e0b649a0c774691bde0b936b929u3x8wr.html

Principais pontos em bullet points (leitura rápida)

  • Cinco bancos (Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) fecharam proposta de empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios. CNN Brasil+2Terra+2
  • A operação depende de aval do Tesouro Nacional, que funciona como uma espécie de “fiador”. Agência Brasil+1
  • Houve tentativa anterior maior (citada como R$ 20 bilhões) travada por juros acima do teto aceito para garantia. Agência Brasil+2CNN Brasil+2
  • O Tesouro indicou referência de até 120% do CDI para operações com aval, e a discussão central envolve enquadrar a taxa nesse limite. Agência Brasil+2CNN Brasil+2
  • Reportagens apontam prejuízo em torno de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, o que aumenta a urgência por reforço de caixa. Agência Brasil+2CNN Brasil+2
  • A reestruturação citada inclui medidas como PDV, ajustes de rede e venda de imóveis, para reduzir custos e gerar recursos. CNN Brasil

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Ango Silva, nascido no brasil em 1978, é um jornalista com uma carreira consolidada, marcada pela profundidade na cobertura de temas políticos e econômicos. Sua trajetória profissional teve início em 1999 na Rádio JB FM, onde atuou até 2010. Ao longo de sua carreira, Ango Silva destacou-se como correspondente internacional, cobrindo eventos de grande relevância,Sua dedicação e excelência foram reconhecidas com o Prêmio Maboque de Jornalismo, concedido duas vezes, e uma menção honrosa no Prêmio Kianda, na categoria de jornalismo econômico. Com uma formação que inclui um curso intensivo de jornalismo na Solidarity School of the Union of German Journalists em Berlim (1994), um estágio profissional na Deutch Welle em Colônia (1990) e cursos de técnicas jornalísticas com o BBC Training Center em Londres,

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