O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu, neste sábado (3), à ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela

que incluiu bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O governo brasileiro classificou a ação como uma escalada grave no cenário internacional, com potencial de provocar instabilidade política e diplomática na América do Sul.
Em nota pública divulgada no X, Lula afirmou que “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável” e avaliou que os atos representam “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Como resposta imediata à crise, Lula convocou uma reunião de emergência no Itamaraty, com a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro da Defesa, José Múcio, e demais representates do governo.
Ainda no comunicado, o presidente criticou duramente a intervenção militar e alertou para os riscos da normalização de ações unilaterais no sistema internacional. Segundo Lula, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
O presidente destacou que a posição brasileira mantém coerência com a política externa adotada em outros conflitos recentes. “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, afirmou.
Lula também comparou a ofensiva aos episódios mais críticos da história política regional. Para ele, “a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.
O presidente voltou a defender uma reação internacional coordenada e afirmou que a comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa ao episódio.

EUA x Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (3) que as forças americanas realizaram uma operação militar em larga escala contra a Venezuela, envolvendo ataques aéreos e ações em solo. Segundo Trump, a ofensiva teve como resultado a captura de Maduro e de Cilia Flores, que teriam sido retirados do país por forças norte-americanas.
O governo venezuelano denunciou a ação como uma agressão militar estrangeira, declarou estado de emergência e afirmou não ter recebido informações oficiais sobre o paradeiro de Maduro. Autoridades venezuelanas exigiram prova de vida do presidente e de Cilia Flores e acusaram os Estados Unidos de violar a soberania nacional e o direito internacional.
Trump disse à TV Fox News que Maduro e Flores serão levados para Nova York e que o país norte-americano estará, a partir da operação, “fortemente envolvido” com a indústria petroleira da Venezuela.
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— ZOIOAZULADO (@xregis61) January 3, 2026
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